domingo, 23 de agosto de 2015

ARANHA... o novo... e contando...


          Desde que a Marvel Studios foi aberta, e os vingadores começaram a se formar. Desde que foram revelados os planos de um universo cinematográfico, os fãs marvetes aguardam a constatação de que veriamos Peter Parker balançando suas teias pela Nova York Marveliana. dividindo espaço com Thor, Homem de Ferro e  o Capitão América; Mas como os direitos eram da Sony pra ela CAGAR o herói com mais dois filmes, nos restava sonhar.
       Até que recentemente, a Sony estendeu a mão e pediu ajuda da Marvel para concertar o personagem, liberando o uso dele no universo cinematográfico da editora, com a condição de racharem os lucros e apenas produzirem e prestarem consultoria no novo filme solo do cabeça de teia. Eis o garoto:


     O nome dele é Tom Holland (19) e ele estrelou em filmes como Minha Nova Vida O Impossivel. Dizem ser um bom ator, mas nós não queremos saber disso. Queremos um NOVO HOMEM- ARANHA, que diferente de Tobey Maguire e Andrew Garfield seja: 



Um cara Perspicaz!



Que abrace o Perigo!




Tenha Pegada!

        

       Brincadeiras a parte, a expectativa geral é que o rapaz não desaponte; vale lembrar que o ator Charlie Cox também não era muito conhecido antes do Demolidor que ele reviveu para a Marvel. A pressão em cima desse garoto é enorme, já que o Homem-Aranha foi uma das primeiras franquias de heróis trazidas para o cinema, e agora que voltou para a dona é hora da Marvel mostrar ao mundo como o Homem-Aranha é de verdade dentro de uma sala de cinema. Uma rápida montagem pode lhe vender uma ideia do rapaz: 


        Como a Marvel não é de desapontar só esperamos coisa boa vindo daí. O Aranha já terminou as gravações de suas cenas no set de Capitão América: Civil War e já foi estabelecido num easter egg em homem-Formiga. Agora, nós aguardamos... E rezamos para que desta vez tenha uma MARY JANE fiel aos quadrinhos.

Daredevil - Segunda Temporada ainda mais Rica

    
     Nos últimos quatro meses a imagem pública geral do Demolidor mudou bastante; Da máscara vermelha pra bandana preta. A série que todo o fã de quadrinhos merece, fidelidade máxima e liberdade criativa impressionante. Enfim, isso já foi falado aqui.

     A primeira temporada terminou com 98% de aprovação da crítica e 96% de aprovação do público geral, segundo o site mais respeitado de crítica audiovisual, o Rotten Tomatoes. Com isso em mente, a notícia de uma nova temporada não teria um efeito diferente, o hype total de toda a audiência.                     Apesar de não haver muita informação confiável sobre as filmagens da segunda temporada, existem sim algumas pérolas que as fontes concordam:


        Começando pela pancadaria; Confirmando a volta do coreógrafo das cenas de luta em plano sequência que formam o cartão de visitas da série.
     Ainda, estão mais que confirmadas as presenças do Justiceiro e da Elektra na segunda temporada. Ela, já foi citada na série como uma referência para os fãs e agora já tem até uma atriz escalada; Já o Justiceiro é uma adição que o núcleo hardcore só sonhava em acontecer.   



     O primeiro a se juntar ao elenco foi Jon Bernthal, que participou das primeiras temporadas de The Walking Dead em um papel importante, e do novo filme de guerra do Brad Pitt; Ele foi visto no set de Demolidor espancando alguns gangsters e apesar de não haver nada em seu figurino que pudesse caracteriza-lo como Frank Castle, seu papel já foi confirmado.  
    Sobre o personagem, o produtor executivo da série Steven DeKnight declarou em entrevista recente que: "As adaptações do Justiceiro no cinema até hoje foram boas, mas nenhuma delas era a versão Marvel completa (...) Nenhum desses filmes anteriores do personagem levava o logo da Marvel Studios." 
      A volta dos direitos de filmagem do personagem pras mãos da Marvel é bem recente, e pelo visto ela vai fazer jus à esse personagem maltratado pelo passado de lixo cinematográfico que fizeram com ele.
         
     
    No papel de Elektra, podemos esperar uma boa caracterização por parte de Elodie Yung. Que basicamente estrelou em três títulos grandes: Millenium: Os homens que não amavam as mulheres, G.I Joe: Retaliação e D13 - Ultimatum. O CEO da Marvel, Joe Quesada declarou em entrevista à IGN: "(...) Ela se parece com a personagem, ela anda como a personagem e aí ela tem todo um treinamento marcial e um background que se relaciona com a personagem (...) Acho que ela trará algo muito especial para o Demolidor." 
    Ainda existem especulações que envolvem Elektra como a antagonista principal da segunda temporada. Opiniões divididas; Tomara que não, ela tem muito mais a oferecer à série do que vilania, até porque ela mesma não é vilã.

      Quem é vilão mesmo é aquele atirador no telhado, no sexto episódio da primeira temporada. Confirmado pelos produtores da série como sendo uma referência direta ao Mercenário; Pode ser apenas um easter egg, ou pode ser uma dica pro que vem a seguir. Ele ainda não foi confirmado, mas até aí nós também não sabíamos da presença de Stick e do Tentáculo na primeira temporada, até assistirmos.

     Seguindo um padrão que a primeria temporada estabeleceu, um padrão de pura fidelidade e respeito com as HQ`s.  Poderíamos interpretar os sinais da segunda temporada assim:


    Verdade seja dita, só o tempo dirá se voltaremos a ver o Mercenário. Mas uma coisa é certa, a cada dia de filmagem, o material da série se parece mais e mais com as revistas do Demolidor. Uma segunda temporada nem mesmo era cogitada antes de terminarem o resto dos pilotos das outras séries de personagens urbanos; só que o sucesso foi tanto que essa receita pode se repetir, e trazer lucro mutuo aos fãs que se sentem justiçados e à Marvel que está limpando o nome de personagens manchados por filmes horríveis. Continuamos sem medo.

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Beyond The Blue Dot - Capítulo IV


Capítulos Anteriores:

  Beyond The Blue Dot - Capítulo I
  Beyond The Blue Dot - Capítulo II  

  Beyond The Blue Dot - Capítulo III


                                Capítulo IV - Alguém que eu conhecia 

               No dia seguinte rumaram até a praça onde Dowson morava. Era sábado pela manhã e a praça estava apinhada de gente, em uma feira de bugigangas e aperitivos de todas as partes do globo. – Continua sendo impressionante! – Liz estava deslumbrada pelos cheiros e cores que invadiam seus sentidos. As fumaças coloridas, os animais marinhos em espeto, as mulheres de túnica contrastando com as seminuas, os marinheiros asseados dos barcos edenistas contrastando com os comerciantes de fraques humildes de Jericoh , os trejeitos e línguas diversas disputando qual era o timbre mais alto.
- Lembra quando meu pai trouxe a gente aqui pela primeira vez? Foi um pouco antes de você ir embora. – Dwayne aumentou a voz para que ela pudesse ouvi-lo, ela recebeu a mensagem, pois sorriu radiante para ele. Caminharam pelas barracas, onde ele a fez provar ensopado de enguia Valésya e ela o desafiou a provar seu polvo favorito, temperado com um caramelo ardente do norte de Nova Éden.
- Que horas esse seu amigo vai nos receber mesmo? – Ela perguntou bebendo seu extrato de manga, sentindo-se um pouco culpada por estar até se divertindo com aquilo.
- Dow é um ser humano complicado, se é que é humano. Mandei uma telemensagem e ele enviou um horário criptografado, o interfone vai tocar exatamente às 14:00. – Dwayne relanceou os andares mais altos do edifício parcialmente abandonado através das tendas e barracas, pelo holopad circular em uma das tendas, faltavam apenas dez minutos.
- Vem, vamos sair dessa bagunça! – Liz o pegou pelo braço, levando até o canto direito da praça, onde a mureta de pedra protegia os passantes de caírem nos decks dos submergíveis cinco metros abaixo.
                Ela voltou seu olhar às embarcações. Algumas eram enormes, com mais de vinte metros de comprimento; outras eram as do menor design possível, de até oito metros. Haviam aquelas cujas cabines eram frontais e possuíam uma ponte de observação por todo seu fronte, já algumas possuíam a ponte de comando acoplada embaixo da embarcação, em caso de problemas essas cabines se tornariam boias de salvamento. – Sabia que a Comunhão usava ferro de Tehntzü nos submergíveis? Chegavam à 15.000 metros antes de serem esmagados. – Liz comentou ainda observando um enorme Cruzador Vênus ser abastecido de carga; sua estrutura colossal de ferro negro fazia sombra no ancoradouro em que estava atracado, sua cabine de comando era retangular e ampla, cercada por vidraças e se encontrava no topo da embarcação.
- É por isso que eles compram toneladas de Rhajitzü árabe do Marajá de Al Fayet, pra fabricar alguma coisa que chegue perto dos 50.000 metros. – Dwayne respondeu roubando o extrato de manga das mãos da garota e bebendo o resto que ela havia deixado.
- Pra quê tão fundo? – Ela o olhou divertida com a conversa, sentia uma simplicidade, uma felicidade envolta na situação tensa pela qual passava, era como se descobri-se naquela urgência toda, uma vocação escondida; uma satisfação interna.
- Essa é a graça, eu acho, quanto mais fundo mais interessante fica. Sempre tem um peixe maior em algum lugar. – Dwayne sorriu, relanceou o horizonte. Enquanto muitos velejadores odiavam navegar embaixo d'água por longos períodos, para o rapaz era uma segunda casa.
                Eles se voltaram para a praça ao perceberem uma grande comoção ao centro; Próxima á uma pequena fonte ornada, havia uma mulher em pé em um caixote. envolta em véus transparentes que borravam de leve suas partes, o que causou ovação por parte dos marujos e constrangimento por parte de algumas vendedoras e até mesmo prostitutas. – Que é isso? É normal? – Elizabeth subiu na mureta para ver melhor.
- É sim! Elas se chamam de "As noivas de Nyng Hádda, O Deus da maré". –  Dwayne comentou ainda sentado à seu lado, e ergueu as mãos apoiando-as na cintura dela, que entendeu o gesto como uma precaução caso ela se desequilibrasse.
- Ouçam-me profanos marujos, que das águas abençoadas maculam, seu tempo chegará! E dá mesma sujeira que usam para nosso lar atravessar, se afogarão! Nyng Hádda surgirá da maré escura e todos aqueles que o insultam... – Conforme a mulher proclamava com paixão seus versos de louvor, vaias de repúdio e pedidos indecentes lhe eram feitos, até que ela desceu de seu "palanque"e desapareceu na multidão.
                Dwayne percebeu que faltavam apenas dois minutos para às 14:00 horas, tirou as mãos de Liz e se levantou. Rumaram então para o edifício. – O que você pensa disso? Deus da maré e sua ira? – Ela perguntou, enquanto ele se postava ao lado do intercomunicador do prédio de Dowson.
- Acho que apesar de uma teoria meio doida, ela tem o direito de se expressar. – O rapaz respondeu sabendo que aquela não era a exata resposta desejada.
                O intercomunicador então soou com voz monótona do ruivo estrábico. – Uma gaivota sai do ninho pela manhã, que horas retorna? – Antes que Dwayne pudesse desconversar as senhas malucas de Dow, Elizabeth se pôs a responder – Quando encontra comida pros filhotes, eu acho. – Dwayne à olhou franzindo as sobrancelhas, então acrescentou – Abre essa droga, Dow! – Nada mais saiu do intercomunicador, apenas o som das travas do portão sendo libertas.
                Subiram as escadas até o andar da porta exótica do apartamento/base tecnológica. A porta estava aberta, revelando parte do carpete saturado de conexões e tubos de metal, Dwayne colocou a mão no ombro de Elizabeth, que ia na dianteira, ela parou de chofre e deixou que ele passasse na frente. ­– Dowson...? – O rapaz sentiu a irritação lhe subir pelas costas, o ruivo maluco e suas paranoias excêntricas de estar sendo vigiado.
                Entrou no recinto procurando pelo amigo, mas nada viu. Liz veio logo atrás, reconhecendo terminais de dados e fitas de decodificação instaladas em geradores O.Z. que não deveriam nem estar ali, pelo fato de serem ditos como meio antiético de adentrar a B.A.B.E.L e banidos de quase todas as províncias de Nova Éden. Foi então que a garota sentiu o cabo de uma arma encostada em sua cervical.
                Procurou Dwayne movendo apenas o globo ocular, o rapaz examinava a praça, de uma janela no fundo do ambiente, ela teria de agir rápido. Moveu os braços para longe do tronco e começou a ergue-los acima da cabeça, então quando chegaram próximo à altura da arma ela deslizou alguns centímetros para o lado, rapidamente segurou o individuo pelos pulsos, e rezou para acertar quando levantou a perna na altura na cintura e girou sutilmente para empurra-la contra os bagos do vulto. Acertou. Pois Dowson caiu bufando no chão com as mãos entre as pernas.
- Cacete! Tudo bem aí? – Dwayne atravessou a sala rapidamente, pulando a selva de cabos.
- Essa vadia é maluca! – Dow exprimiu a frase enquanto Liz apontava para ele, ainda caído no chão, berrando por cima – Ele apontou a arma pra mim! – Os dois falavam alto, se sobressaindo, Dwayne tirou a arma do chão e fechou a porta, Depois ajudou o rapaz ferido a se levantar, auxiliando-o até a cadeira em sua bancada.
                Com um olho em Liz e outro no teto, o ruivo expressava um rancor primordial, comentando em escárnio – Você é ligeirinha ein, vaca?! – Dwayne olhou para as faces ruborizadas de Liz, que segurava o cotovelo direito com a mão biônica esquerda, um ato de proteção na linguagem corporal. – Ela é minha amiga, ela precisa da nossa ajuda. – E dizendo isso, fez um gesto para que a moça se aproximasse. Ela o fez, e com a voz mais meiga que pôde gerar anunciou – Me desculpa! Dowson, certo? Foi sem querer, eu não sabia quem era e me defendi.
                O rapaz quase foco-a com ambos os olhos, depois se voltou para o amigo ­– Eu gostei dela, gostei mesmo. – Então com um gemido ele girou a cadeira para o monitor e redigiu os códigos de entrada na B.A.B.E.L. em uma tela azul. – Como eu posso ajudar? – Antes que Elizabeth pudesse responder, Dwayne a tocou pela cintura novamente, ela lhe deu atenção e ele balançou a cabeça em negativa.
- Dow, quantas vezes na sua vida você pôs as mãos em disquetes gama? – Ele começou a falar, e a garota percebeu que Dwayne atiçava a curiosidade do programador, garantindo sua ajuda.
                Funcionou, pois ele girou novamente a cadeira para encara-los, agora sim Liz seguiu sua deixa e ergueu os disquetes na altura dos olhos estrábicos, que quase focara juntos nos softwares que ela segurava. – Onde, meu deus, onde você conseguiu isso? – Ele tomou os disquetes em mãos e voltou sua atenção à informática dos monitores, Dwayne ia ensaiar algo, mas foi a vez dela de toca-lo na cintura e balançar a cabeça em negativa.
-Digamos que se romper as barreiras de autopreservação, as carcaças desses aqui serão suas. – Liz tirou da bolsa seus antigos projetos de diplomacia, em disquetes oficiais da frota que, por serem  oficiais, possuíam muito mais espaço de armazenamento e velocidade de propagação na rede mundial. Dowson voltou a olha-la, apenas com um olho – Eu gosto de você, moça! Vai levar meia-hora pra quebra-los.
- Tira o que puder daí! – Dwayne voltou a andar pelo cômodo indo para o vitral dos fundos, seguido pela amiga. – Aprendeu rapidinho a brincar com ele, mas ele vai cobrar esse pagamento...! – O rapaz a alertou apontou para bolsa dela, Liz ajeitou as mechas douradas atrás da orelha e olhou para a praça, o movimento diminuíra ao cair da noite. – Não vou mais usa-los, Perkins odiou todos mesmo.
- Esse cara parecia ser um babaca, porque você gosta tanto dele? – Dwayne a olhou, injuriado pelo modo como ela tratava a memória do Conselheiro, um brilho diferente, uma entonação diferente para o defunto. Ela o olhou, buscando em suas pupilas o motivo de ciúmes infundado, imaturo. – Ele me deu chances, ele abriu a porta pra profissão que eu prometi exercer.
- Aí que tá Liz, você prometeu... Mas era o que você queria? – Ela meneou a cabeça, o queixou tremeu e ela o firmou bem para responder – De novo não, D. de novo não, essa conversa morreu faz quase dez anos. – Ambos se voltaram à visão da praça, ambos relembrando aquela última discussão que tiveram, o elo forte que tinham e que romperam por causa de escolhas pessoais. Depois de tantos anos, aquilo os atingiu como uma onda grande, daquelas que derruba e parece afogar, tirando um pouco o gosto do reencontro dos dois.
- Eu sempre quis que você fosse feliz, sempre me fez pensar melhor... – Dwayne ensaiou algo, os últimos dias foram tão deprimentes que a chegada dela começava agora a lhe trazer velhas magoas também. Elizabeth por sua vez, não pôde deixar aquilo entalado na garganta. – Dwayne, pára de fingir que você também não foi feliz...Com... Alguém. – Ela notou que aquela última palavra o atingiu, pois ele ergueu a cabeça com uma expressão indecifrável.
- Aí, vocês dois. Pulei o programa mãe! – A voz os chamou de volta para o problema do momento. Dowson transitava entre dois monitores e pareceu imerso  demais para ver Liz tropeçando e caindo em um dos cabos do meio da sala. Chegaram à bancada para ver os códigos do disquete se deletando em linhas verticais. – As barreiras de autoproteção são bem irritantes, mas eu dei um empurrão nelas e lancei um código isca. O programa piloto de segurança vai ficar perseguindo minha isca através do hardware, vai garantir uma meia-hora nos arquivos deles até ser pego e deletado. – Dow ascendeu as os refletores do círculo holográfico, e assim Dwayne e Elizabeth caminharam até o centro da circunferência para interagir com as programações.
                A base informática que os três disquetes formavam se projetou em volta deles no círculo na forma de um globo de informações. Os arquivos giravam em neon verde na órbita do globo. – O primeiro disquete é basicamente um muro de arrimo e não tem nada de relevante, o segundo disquete contém dados em holografia estática, talvez fotos de mapas e cartografia, agora o terceiro disquete é um mistério. – Dow soava distante, sua voz chegava aos ouvidos deles em eco. Liz tentou tocar um arquivo, mas ele se esfarelou em bits vermelhos na mão dela, como grãos de areia quando retirados da praia e deixados correr por entre os dedos.
- Não dá pra acessa-los Dowson! – Dwayne exclamou para o ar, após observar o que houve com o arquivo. – Claro que não, cara! Esse é o Hall de entrada, vocês dois ainda são só visitantes. Agora... – A voz ecoante cessou e o globo girou rapidamente ao redor do casal, atacando seus labirintos e quase tirando o equilíbrio deles; quando a esfera voltou a uma rotação mais baixa, perceberam que agora as holografias apresentavam anagramas em outras línguas, subindo e descendo e navegando na diagonal pelo espaço.
- Esses são os códigos fonte que eu vi no terminal 2D! – Liz tocou um deles e este se transformou em um arquivo de áudio, frequências de som se propagavam através do globo na voz de uma mulher em um tom sistemático – Zawna, Mshikè, Fïtza, Dëka...Zawna, Mshikè,Fitza, Dëka... Siq Lhúrya... – A mensagem foi repetida duas vezes até que outras duas surgiram do cume superior do globo, essas estavam na língua meridional de BahässaHayashmed, Liil:shbá, Ulmhad... Haarmand Ulmhad...
                Os três ouviram as mensagens por alguns minutos até que Dwayne pudesse decifrar a codificação de sua segunda língua, o Sklonïstes, transcreveu a tradução com o dedo indicador em uma espécie de tela, a qual Dowson havia feito upload ao globo. – São as quatro direções! Norte, Sul, Leste...e números, coordenadas pra quê? – Dwayne as anotava com Liz espiando por cima de seus ombros, na ponta dos pés. – Não são do mundo real pelo menos, são chaves. Elas destravam os pinos de segurança e liberam as informações brutas.
- Nós só temos um pequeno problema com Bahässa... –  Dowson comentou quando os dois "saíram"  da B.A.B.E.L; Agora digitava as cifras de Dwayne em um quarto disquete laranja. – E... Olha lá, temos dois disquetes liberados e informação restituída; isso dá uns 75% de dados. – Dowson ria-se para seu amigo, que observava as linhas de código se transportando de um monitor em vermelho, para outro em verde.
- Então, só precisamos traduzir Bahässa. A B.A.B.E.L não pode prover algo assim? – Liz perguntou aliviada de ver as informações saindo, e mesmo assim apreensiva por estar à um passo de transpassar a lei; Quebrar softwares de qualquer átrio oficial era ilegal. – Não, dá pra acreditar?! Toda uma vida em conhecimento marítimo, mapas, economia, até essa nova tecnologia de holo-transmissores de conexão privada... E não temos uma merda de um dicionário embutido! – Dow parecia sinceramente revoltado com a própria afirmação, logo voltou-se ao disquete laranja e ao desktop que indicava a cópia bem-sucedida dos dados. Logo, uma expressão tomou seu rosto, como uma solução que de inicio pareceu a salvação, e se transformou em dúvida.
- D. Eu já sei quem vai traduzir isso pra gente... – Um único olho focava Dwayne, com certo receio; E Liz não compreendeu logo de inicio até ver a reação do rapaz ante a prerrogativa de Dowson. – Não! Tem que ter outro jeito, outra pessoa  vai ler isso, devem ter umas quinhentas na província que podem ler essa merda! – Dwayne negava veementemente, e Elizabeth percebeu que os termos vinham a pagamento. – Eu posso pagar essa pessoa, não custa nada ir até ela e perguntar!

                Ao som da iniciativa da moça, os dois homens que discutiam empacaram em um olhar para ela. Dwayne se voltou para o amigo, que ensaiou um sorriso amarelo, então se rendeu – Tudo bem, meios para o fim, certo? – O rapaz disse pegando sua jaqueta de aviador, que havia retirado para entrar no apartamento, devido ao calor que fazia lá dentro por causa dos terminais. –  E Lizzie? Amanhã em frente ao intercomunicador às 08:00... – Liz estava pronta para reclamar do titulo que Dowson lhe dera, mas resolveu relevar; Partiram pelas ruas do Baixo Sétrium novamente.

A Vigília da Meia-Noite



As cicatrizes de sábado à noite




 É madrugada de sábado, se sente no ar carregado de setembro de 1988. O centro após a meia-noite, dois homens andavam apressados, nem notaram a moça de boné e jaqueta preta fechada até o pescoço; de mochila nas costas, que começou a segui-los na altura da 24 de Maio, talvez eles não tivessem notado, mas o sujeito sentado na escadaria da Igreja de Santa Ifigênia notou, “aquilo ia desandar” pensou.
                Saltou dos degraus e tomou o caminho mais rápido, pelo outro lado da praça, sabia para onde os homens iam, mas não entendia o que a garota fazia ali seguindo os dois. Ela parecia saber o que estava fazendo pelo modo como os seguia e pelo volume que a mochila em suas costas aparentava. Chegou ao destino com quatro quadras de adiantamento, guardou posição em uma viela no começo da rua, a menina conseguia segui-los com pericia, deduziu que ela reduziria o passo ao perceber que se aproximavam do ponto final, ali seria um esconderijo óbvio.
                A dupla que “ela” seguia estava longe de ser um desafio, com sorriso determinado a jovem identificou o destino de sua presa, avistou uma viela logo que dobrou a esquina atrás dos dois, “perfeito pra ficar de tocaia” constatou. Entrou na viela e se esgueirou para trás de um Chevette, onde teria visão do armazém que os dois homens tentavam abrir, quando eles finalmente conseguiram ela pode relaxar pra esperar, foi quando percebeu que não estava sozinha no beco.
                Foi aí que o rapaz entendeu que tinha feito merda, surpreender alguém escondido atrás de um Chevette depois da meia-noite sem dizer nada pode ser perigoso, especialmente quando essa pessoa claramente está alerta e pronta pra brigar. O chute lateral veio rápido e pesado, mas ele se defendeu empurrando a perna dela para baixo. “Belo chute” não pareceu um comentário amistoso o suficiente para ela, que jogou o boné nele e continuou com mais alguns chutes sem sucesso, foi no ultimo soco que ela vacilou, sem visão total e com a empolgação falando mais alto, deixou a guarda aberta o suficiente para um revés.
“É agora” pensou ele quando segurou o pulso da moça antes que ela pudesse pensar o próximo movimento e a girou, forçando seu braço em um ângulo perigoso, passando o próprio braço em volta do pescoço dela. Ficaram imóveis por alguns segundos, ela respirava rápido e alto, ele devagar e profundamente.
- Eu só quero trocar uma ideia. – Sussurrou o rapaz, o medo dividia espaço com a ansiedade e a razão.
- Então me larga pra gente continuar conversando! – Ela não seguiu a deixa dele de falar baixo, se exaltando.
- Não desse jeito. – Ele mudou de ideia quanto a falar baixo, percebeu que aquela não era uma primeira boa impressão, no que ela respondeu ameaçadoramente – Eu não tenho nada pra te falar. – A moça disse segurando o braço que envolvia seu pescoço.
- Seguindo dois malandros às duas da manhã de mochila nas costas...? Conta outra! – Ao ouvir o comentário do rapaz, a garota se calou, "ele" a seguiu enquanto ela seguia aqueles caras, então não estava com eles. Quem... ? – Ela não terminou a frase, ainda estava insegura.
- Alguém que nem você, que tá doida pra entrar lá e descer o cacete neles! – Foi a resposta do rapaz.
                Ele sentiu que a garota se acalmava e soltou-a, ela se virou e eles se encararam sob a fraca luz alaranjada do poste de energia. Durante dois minutos se observaram tentando decidir se iriam se matar na porrada ou se ajudar; Ela tinha cabelos castanhos que caiam até um pouco abaixo dos ombros, nariz curto e achatado e olhos castanhos vivos, apesar de ser alta ele era um pouco mais, tinha cabelos castanho escuro, curtos; Levantou a franja pra fazer um topete, olhos castanhos e sobrancelhas grossas. Então o jovem homem quebrou o momento, se virou e agachou procurando alguma coisa em sua mochila encostada na parede. "Ela" notou que o blusão cinza que ele usava parecia volumoso.
- O que te trouxe aqui? – Ele perguntou, tentando não demonstrar interesse, enquanto vasculhava a própria mochila.
- Acho que a mesma coisa que você... – A garota o olhava curiosa, centenas de possibilidades a atingiam, no que ele respondeu – Ah, a cocaína que eles tão vendendo quase em atacado no viaduto da Ifigênia?!
- Lá também? Que merda. – A jovem jogou o cabelo para o lado, era pior do que pensou, e com certeza tinha mais gente lá dentro.
- Tá pronta? – Ele perguntou, ajustando um coldre debaixo do braço. Foi então que ela se deu conta do que fazia tanto peso em suas costas, não tinha aberto a mochila, mas a garota se deteve – Só vai levar um minuto. – Ela disse retirando e montando uma besta da mochila, colocou luvas de couro pretas e tirou a jaqueta, mostrando um blusão de esqui roxo e preto que combinavam com a calça que ela usava, botou um colete à prova de balas leve e fechou o blusão até o pescoço, tirou da mochila uma aljava pequena com virotes de alumínio e a posicionou ao lado da pochete, afivelou ambas na lateral do corpo.
- Gostei. Você tem estilo!
                Ela se virou para responder o rapaz e se sobressaltou mais do que desejava demonstrar. Ele usava um suéter verde e uma calça cargo do mesmo tom, usava luvas de Motocross amarelas e coturnos; Tinha colocado coldres em ambas as pernas bem como bolsos de munição; Usava um colete à prova de balas com mais ou menos dez bolsos e um coldre axilar, todos de cor bege claro.
- Eu...também gostei...do seu “visú”... – Ela comentou, ainda analisando o rapaz; uma raiz de preocupação brotou enorme em sua cabeça. Será que tinha subestimado a situação?
                Ele riu mais alto do que planejava, olhou em volta, arregaçou as mangas e refez a pergunta Tá pronta?
- Mais uma coisa! Talvez você não use, mas eu tenho gente que eu amo pra proteger. – Ela retirou da mochila uma máscara grande que cobria os olhos e descia até a bochecha, usando cola teatral pra fixa-la no rosto, ela parecia já ter feito aquilo algumas vezes.
- Não adianta muito se... ah que se fod... – Ele não terminou, ela sentiu a ironia quando ele vendou os olhos também com um véu amarelo simples com dois buracos para a vista. Andaram juntos até o armazém onde a movimentação parecia ter aumentado, ela com a besta na mão ele com um taco de alumínio.
- Pra que todo esse aparato se você não vai usar armas? – Ela atravessou a rua ao seu lado, mas não tirou os olhos dele nem por um instante.
- A vizinhança não liga pra baderna, mas se assustaria com tiros e eles sabem disso, só tô usando a beca toda pra representar direito. Aliás, isso é uma arma. – Ele sussurrou mostrando o taco. A moça sentiu os músculos das pernas se retesarem, estava com medo.
                Se aproximaram do imenso portão de enrolar feito de aço, pelos vitrais superiores viram luzes acesas, mas o portão havia sido fechado, não havia como entrar por ali, os dois se agacharam ao lado do muro e esperaram.
- Como eu te chamo? – Perguntou a moça. Talvez não estivesse sozinha afinal, mais alguém estava agachado com ela às duas horas da manhã prestes a invadir um armazém cheio de traficantes.
- Por enquanto me chama de... “Bandeirante” – Ele quase se arrependeu desse codinome, ruminava algo assim há semanas.
- “Azaleia” – Ela lançou, também não tinha tido muitas ideias pra isso.
                Sentindo certa descontração os dois se cumprimentaram. Descobriram um pequeno portão de ferro na lateral do edifício, entraram por ali e subiram por uma “escada caracol” que dava no nível superior do prédio e à uma porta, que estava aberta, eles a atravessaram. Acessaram uma sala num andar superior, servia de escritório e seus vitrais permitiam uma visão ampla da garagem abaixo; O ocupante da sala era um sujeito careca e mal encarado, de pé em frente aos vitrais com um terrível odor de corote.
                “Azaleia” e o “Bandeirante” se entreolharam. O rapaz mascarado se adiantou para trás do homem que agora levava uma garrafa pet com o álcool aos lábios e saltou pelo flanco do sujeito desavisado, com a mão aberta atingiu com força o fundo da garrafa. O recipiente se alojou quase que por inteiro para dentro da boca de seu adversário, que impossibilitado de falar e em pânico, tentou puxar uma arma da parte de trás da calça; não teve sucesso, foi ao chão após levar uma "tacada" no rosto.
                "Azaleia" passou por cima do sujeito caído, que agora enchia a garrafa enterrada na boca com o próprio sangue, e olhou pelas janelas da saleta. O armazém estava vazio exceto pelo caminhão no centro do espaço, os homens estavam espalhados e pareciam ao menos tranquilos, o  “Bandeirante” se aproximou dela.
- Novidades? – Ele perguntou examinando o piso abaixo junto à garota.
- Dois à esquerda, um no caminhão, outro à direita e mais um que saiu pra fumar, tinha mais um aqui, cadê... ? – O estomago dela revirou ao perder um dos alvos.
                Neste momento entrou na sala mal iluminada um mulato calvo de jaqueta vermelha fedendo à pinga. Entrou na sala anunciando – Inácio a gente tá fechando, tu vai ficar?...Mas que porra...!
                Foi então que ele se deu conta de que Inácio não responderia tão cedo, e antes que pudesse terminar sua frase de indignação, também se encontrava no chão. Com um virote atravessado no pescoço, havia sido disparado de uma besta no canto do lado da janela, o homem estremeceu e morreu em silêncio ao lado da porta por onde entrara.
- Ai, merda... – As mãos de “Azaleia” tremiam e ela ainda apontava a besta na trajetória da última flecha. Sem se mexer e se esforçando para não vomitar ou chorar ela ouviu a reação do “Bandeirante” – Ah, caralho... garota, você... que porra foi essa? – Ele abaixou a besta das mãos dela.
- Achei que já tivesse feito isso antes! Ele sussurrou com urgência.
- Eu não fiz desse jeito... Eu não pensei que ele fosse...ele...m-me assustou... – A jovem se encontrava sem ar, pasma. Mas se forçou a voltar a realidade rapidamente.
- Tudo bem, só... Fica aqui, vamos fazer isso com calma! Tá vendo o vitral? Abre ele e atira no que tiver mais afastado.O "Bandeirante" acusou, indicando o vitral com a cabeça, pondo-a de pé, para fora da sombra no canto, onde estiveram agachados.
- Sério? E você? – "Azaleia" avaliou os vitrais imundos, abrindo um deles com cautela; Ouvindo a resposta do novo parceiro – Vou descer lá, ver se derrubo mais um! – Ele segurou o taco com firmeza, se certificando inconscientemente de que ele ainda estava ali.
                Enquanto descia as escadas de degraus curtos, de aço;  o “Bandeirante” foi pensando na menina, pareceu forte no beco com todo aquele caratê impecável, mas era só uma moça que parecia querer descontar sua raiva em algo e não sabia como, pensando bem ele também teve sua primeira vez e não agiu tão diferente. Ouviu um sibilo no ar e se atentou ao momento, algo rápido passou rasgando o vento próximo ao teto. Os virotes. À sua frente havia um homem parado ao lado do caminhão, era grande, seria complicado de subjugar.
                O homem ascendia um cigarro quando levou um soco seco na têmpora, ficou desorientado, o Bandeirante passou o taco pelo pescoço do sujeito e segurou as duas extremidades do instrumento, forçando-o para trás até o oponente desmaiar. Após abatê-lo, deu a volta no caminhão e descobriu que o motorista espumava pela boca, uma overdose causada pelos remédios espalhados pelo painel do veículo. Tudo aquilo era tão banal, e ao mesmo tempo à seu favor, que ele mal podia acreditar. Mas também não sabia como ainda estava de pé com tamanha adrenalina.
                “Azaleia” avistou seu parceiro dando a volta no caminhão, ela havia abatido mais um que se dispersou dos outros com sua besta, agora só tinham dois conversando próximo ao portão. Nem perceberam quando o “Bandeirante” se aproximou. Usou o taco com força rebatendo uma bola de baseball invisível na cabeça do primeiro, o segundo puxou uma .38, mas não à tempo de evitar uma tacada na boca do estômago e uma rebatida no queixo.
                Os dois se reencontraram na frente do caminhão, enquanto abria a traseira o “Bandeirante” ouviu o instante em que a moça percebeu o que tinha acontecido com o motorista, ela se deteve observando o cadáver ainda espumando, impressionada.
- Droga... esse cara Tá...? É ele tá! – Ela observava o corpo, tinha estômago para aquilo, já vira um corpo morto antes. – Conveniente né? E os amigos dele nem perceberam nada! – O rapaz mascarado comentou, chamando a atenção dela para a traseira do caminhando.
                O "Bandeirante deu espaço para que ela visse o interior da caçamba do caminhão. Pilhas e mais pilhas de cocaína, em caixas farmacêuticas vedadas. O jovem tirou uma delas do caminhão, e com um canivete rompeu o selo, ao som da pergunta de "Azaleia" – E agora? – Ficou contente consigo mesmo de saber exatamente o que responder – A gente se manda! Deixa isso aqui aberto pra polícia ver, tem aquele orelhão na esquina. A gente vê eles chegando da viela e a partir daí...
                Ele deixou no ar o restante da frase, a moça concordou com a cabeça. realmente achou uma boa ideia, a melhor opção; tornou a questionar – E depois disso? – Ao som dessa segunda pergunta, o "Bandeirante"respondeu retirando a máscara e estendendo a mão para cumprimenta-la de novo.
- Roberto, Roberto Paiva.
- Sandra Alcântara.
                Ela apertou a mão dele o olhando nos olhos, deu um sorriso melancólico; Cheia de dúvidas e preocupada, a adrenalina não havia lhe deixado ainda, parece que Roberto notou, pois lhe fez um convite –Vem Sandra, vam’bora! Eu conheço um bar que fica aberto até de manhã...

                Depois de voltar à viela para e guardar o equipamento, chamaram a polícia pelo orelhão da esquina; e assim que as sirenes se fizeram audíveis, saíram para a noite paulistana, na visão alheia eram nada mais que um casal caminhando pela penumbra, se recuperando das cicatrizes de sábado à noite.

Ler - Capítulo II

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Cable - A real arma X


   Nathan Christopher Summers seria provavelmente o mutante mais poderoso do mundo, filho de Scott Summers (Ciclope) com Madelline Pryor (Um clone de Jean Grey), o destino do bebê foi traçado antes mesmo que ele nascesse. Quando o Sr. Sinistro descobriu que a união perfeita dos genes mutantes dos dois resultaria num ser com potencial sem igual, ele não perdeu tempo em preparar um plano para derrotar seu mestre, Apocalypse, com essa criança.

   Cable tinha tudo pra ser um personagem perfeito, e querido por muitos dos fãs. Claro, o filho de Ciclope e Fênix já era querido muito antes de ser cogitado! Só que os roteiristas e o Sr. Sinistro decidiram discordar. Se Cable fosse tão poderoso tudo ia perder a graça, Então vamos estragar as coisas um pouco: Primeiro Scott engravida um clone de Jean, depois o bebê é sequestrado e infectado com um vírus mortal pelo Apocalypse, logo em seguida ele é mandado quase 2.000 anos para o futuro para ser curado e tecnicamente jamais voltaria... Fim...


   Nossa sorte é que um desenhista famoso por seus desenhos desproporcionais e personagens icônicos, resolveu resgartar Nathan Summers de parte desse destino cruel. Porque em algum ponto de um futuro próximo, um brutamontes telepata megapoderoso surge como Cable, comandando sua própria X-Force (Porquê todas as afiliais mutantes tem "X"nome).


         


       Cable possui um controle elevado de todos os dons telepáticos, quase superando o Professor Xavier, além de um bom nível de telecinese e domínio em tecnologia futurista, que só ele entende. Tendo crescido em um mundo dominado por APocalypse, o objetivo principal de Cable é ir e voltar no tempo, combatendo o mutante tirano e toda e qualquer possibilidade de conquista que ele venha a ter. O poder de Nathan é realmente sem páreo, como o previsto, porém como o tecno-vírus que o infectou quando bebê é incurável; boa parte de sua concentração e habilidade é usada para restringir a doença à seu braço esquerdo.


      Dentre seus aliados mais famosos estão Shatterstar e  Dominó. Sendo um grupo autônomo e misterioso, a X-Force ganhou respeito e temor de várias gerações de X-men. Em várias ocasiões e durante um bom tempo, a vinda de Cable ao presente era sempre sinônimo de mal agouro. (Se ele voltar, é porque deu merda!)

   
     Há algum tempo atrás, a Feiticeira Escarlate alterou a realidade de uma maneira terrível. Reduzindo os milhões de mutantes no planeta à apenas algumas centenas. Foi profetizado pelos sensitivos que quando o próximo mutante nascesse naturalmente, ele seria de poder equiparável à Cable (Só que sem as restrições e controle constante para não avançar o tecno-vírus).

    Quando a menina apareceu, a mesma caçada que ocorreu quando Nathan Summers nasceu se repetiu. O Sr. Sinistro e seus lacaios disputaram contra os X-men, que disputaram com os Carrascos, outra facção mutante, pela "guarda da criança". No final, Ciclope deu "Hope" à Cable, para que ele levasse a menina ao futuro em segurança, como um dia uma mutante do futuro fez por Nathan.

     Cable a leva para um futuro alterado com aqueles últimos acontecimentos, e encontra uma Terra desolada. Enquanto cria Hope Summers, como sua filha, Cable tenta entender o que deu errado dessa vez.



      Passam-se anos no futuro até que Cable e Hope retornam ao (nosso) presente, a garota é a arma mais poderosa da nova X-Force na guerra contra Sinistro e Apocalypse. Cable com certeza consegue criar um reduto bem amplo de possibilidades para personagens tão poderosos. E pensando bem... Se Cable fosse um personagem recorrente, realmente não teria graça ver todos os problemas resolvidos por ele e seu time de especialistas.


domingo, 9 de agosto de 2015

ESQUADRÃO SUICIDA

              Uma ideia genial da DC Comics em 1985, para reaproveitar personagens de quinta categoria, viria a se tornar uma mina de dinheiro para a Warner Bros. e pra própria DC; Com sua pegada mais madura e realista, os roteiristas da casa vêm aprimorando esse título que agora tem tudo pra estourar ainda mais.
           No começo o projeto era simples. Vilões da classe mais baixa das HQ`s e dar à eles um propósito: Cumprir as missões secretas mais sujas e perigosas para o governo, eis que surgiu Esquadrão Suicida

         A formação original era modesta, simples e sincera. Começando pelos membros clássicos do grupo: 
- Capitão Boomerang: Especialista em tiros à distância e arremessos, especialmente de boomerangues. Primeira aparição em The Flash#117.
- Deadshot: Atirador de elite. Nunca errou um tiro em serviço. Dispensado com desonra pelo assassinato de um oficial de alta patente. Mercenário. Primeira aparição em Batman#59.
- Rick Flag: Coronel dos EUA, comandante de operações do esquadrão e da Força Tarefa X. Primeira aparição em The Brave and The  Bold#25.
- Magia: A especialista em artes místicas do grupo. Primeira aparição Strange Adventures#187.

  

          Daí em diante, tem os personagens ainda menos conhecidos pelos fãs softcore. Como Capitão FrioTigre de BronzePlastique e Tubarão Rei. O Esquadrão foi criado em uma época em que a presença e a ajuda dos super heróis, da Liga da Justiça, era muito questionada. Políticos queriam ilegaliza-los e as pessoas estavam apedrejando qualquer um que aparecesse na rua de capa; Foi aí que surgiu o projeto infalível de usar pessoas com habilidades extraordinárias para virar o jogo contra os inimigos da América, na surdina.

       O time é liderado por Amanda Waller, secretária de assuntos meta-humanos (E a mulher que deu um apavoro no Batman!) Uma mulher temida tanto pelos aliados quanto pelos inimigos. Waller convenceu o Presidente da necessidade de uma equipe de resposta contra as ameaças internas e externas. 
        Se algo desse errado, algo que ligasse os agentes ao governo, a premissa era smiples: Todos já eram criminosos, todos seriam caçados e presos novamente. Se um deles morresse não faria falta, e se fugisse... Um colar explosivo controlado por Waller daria conta do recado. Ela escolheu cada um dos membros do Esquadrão à dedo, e os recrutou pessoalmente também.
      Começam os serviços do Esquadrão, que foi até que bastante popular em nos meados dos anos 80.

        A revista aconteceu quase despercebida durante quase trinta anos. Até que recentemente ela voltou a chamar a atenção com sua adições recentes no Esquadrão Suicida e com as missões mais extremas e pegada ainda mais adulta.
   Uma das adições mais notáveis é o recrutamento da Arlequina, a personagem que surgiu na série animada do Batman na década 90 como namorada e "escada" do Coringa no roteiro, fez tanto sucesso que foi incorporada no universo geral da DC. Ela vem ganhando bastante força e faz frente com as outras personagens femininas.



       O título  tem ajudado bastante a Harley à se desligar da imagem de loira burra e par romântico praticamente platônico do palhaço do crime.


          Bem, eis que surge finalmente... O Filme do Esquadrão Suicida, num momento em que esse universo cinematografico da DC comça por um caminho parecido com a proposta do Esquadrão, onde a presença do Superman aterroriza e preocupa a humanidade.



           Até agora, o material revelado e o trailer animaram bastante toda a base de fãs da DC. Como é possível afirmar isso? por dois acertos certeiros: 


          Adaptações estéticas decentes, como a Katana. Uma personagem meio obscura, mas que vem ganhando força principalmente no reduto dos vigilantes, como Gothan City e Star City. (Arqueiro Verde e Batman).

               
          Uma escalação adaptada. O Crocodilo é bem mais conhecido no reduto DC do que o Tubarão Rei, além de ser graficamente muito mais interessante de ser trabalhado num roteiro Dark, um homem crocodilo que pode sofrer de uma doença de pele é muito mais próximo da realidade do que um cidadão com uma cabeça de peixe.
            Sendo assim, podemos esperar coisa boa vindo daí. Super vilões geralmente tendem a ser bem mais interessantes de se explorar do que os super heróis, porque todos já estão cansados de saber o que esses caras pensam. Logo, todos os fãs da DC tem razão de aguardarem ansiosos essas novidades e darem uma boa chance pra esse universo em ascensão.

sábado, 8 de agosto de 2015

Uncharted - O Capítulo Perdido



       

      Na época em que Uncharted, a grande franquia de jogos de ação, explodiu de verdade; no segundo jogo da série, Uncharted Among Thieves. Foi liberada uma animação aos jogadores que comprassem o Season Pass, que na época era uma coisa bastante exclusiva. A animação era um curta metragem que se passava na Indonésia, dias antes dos acontecimentos de Uncharted Drake's Fortune. Esse curta em forma de HQ quadro-a quadro, diferente do jogo, não foi um grande sucesso. Até porque quando foi liberado pra todos, ainda era pago na PSN; Mesmo assim, quem teve a oportunidade de assistir teve a chance de se divertir com mais um pouco do roteiro épico da franquia.        Claro que hoje em dia você acha isso no YouTube de graça, mas na época do lançamento era coisa pra poucos. Se você tiver curiosidade de assistir, tá aí o Link: Eye Of Indra

      O curta já começa com Drake numa situação pesada, sendo torturado. E no melhor estilo protagonista escrachado dos anos 80, Nate Drake zomba da cara de seu torturador; Um começo bem chamativo, mas lógico que não vai longe sem um flashback


        A história apresenta logo de cara seu antagonista, o vilão dessa vez é Daniel Pinkerton, um empresário poderoso e mafioso local. Ele é um colecionador de antiguidades e contrata Drake para encontrar a última peça de sua coleção, o valioso diamante Olho de Indra.
      Pinkerton era desbloqueado no modo online do segundo jogo como personagem jogável, com a compra da animação. Ele não tinha falas e dividia grunhidos de salto e de morte com os soldados NPC.

       Em seguida, é apresentado o par romântico de Drake. Rika Raja, que é dona de um bar local e irmã de um dos piores rivais de Nathan. Ela oferece ajuda para encontrar o diamante, ambos decidem tentar rouba-lo e dividir os ganhos, Drake aceita a proposta sem saber do parentesco dela com Eddy Raja. Pros fãs mais extremos da série, Rika é a personagem feminina mais forte; superando Chloe Frazer e Elena Fisher. 

      Ela tem uma parte muito importante no curta, e assim como Pinkerto, Rika Raja é liberada no modo online de Uncharted Among Thieves quando a animação é comprada via PSN, ela não possui voz no jogo; Nem quando salta ou morre.

      Logo que decidem invadir e roubar a mansão de Pinkerton, fica certo de que vão precisar de ajuda. Então Rika chama seu irmãozinho, o vilão da série mais querido entre os fãs, Eddy Raja. Que não fica muito contente quando pega seu rival comendo dormindo com sua irmã. 
       A animação ajuda a reforçar a imagem de Eddy como um possível aliado de Drake nas horas vagas, o que tira ele da zona vermelha de antagonista e o joga numa zona neutra de anti-herói. O curta também apresenta sua famosa Desert Eagle Dourada como uma peça chave no desfecho.


          O curta mostra bem como funcionam as relações dos personagens em Uncharted, o que cativa os fãs é a linha tênue que divide a honra entre os caçadores de tesouros e a competição entre eles. Alianças no mundo de Nathan Drake variam muito dependendo do momento, Uncharted Eye Of Indra pavimenta bem essas relações.

      Uma curiosidade é que no diário de Drake em Uncharted Among Thieves, é possível encontrar o contato de Rika, com seu telefone e endereço. Uma dica de que talvez eles até tenham  voltado a se ver.