sábado, 27 de junho de 2015

Alan Moore ataca novamente!



Por Alex Ross.
      Em 1999, o grande Alan Moore veio às portas da DC Comics com uma ideia para uma nova revista. Quando lhe foi questionado em reunião, respondeu apenas "Pensei em uma Liga da Justiça da Era Vitoriana". Com esse único argumento, fechou contrato com a diretoria.
      Moore ganhou uma janela de uma dúzia de publicações. E depois uma Graphic Novel, uma edição mais elaborada, pela DC/ Wildstorm, logo essa ideia se desenvolveu pra envolver toda mitologia de vários livros de ficção do século 19.



     Os personagens selecionados por Moore vinham de diversas obras e contos famosos ao redor do mundo, não só de Londres. Moore estabeleceu sua equipe de resposta às grandes ameaças literárias, como Fu Manchu e o Professor Moriarty. além dos aliens da Guerra dos Mundos, A Liga Extraordinária. Logo depois, se estabeleceu que houveram várais formações da Liga, com personagens como Gulliver (As Viagens de Gulliver) e Phileas Fogg (A Volta Ao Mundo Em Oitenta Dias).


Fu Manchu
     A primeira Liga Extraorndinária foi na verdade enganada pelo Professor Moriarty (de Sherlock Holmes) e usada para recuperar a última pedra de Cavorita, um metal que anulava a gravidade (do conto Os Primeiros Homens na Lua, de 1901) que estava em posse de Fu Manchu (de O Sobrenatural Dr. Fu Manchu). Depois de recuperarem a pedra e conforntarem Moriarty, os membros da Liga passaram a ser financiados por Mycroft Holmes, irmão de um certo detetive inglês, infelizmente já falecido no roteiro.


    Os contos da Liga Extraordinária tem duração de dois séculos, desde a guerra de gangues dos vilões acima, até a queda do Big Brother do Livro 1984, terminando em 2009. Mas o foco será na escalação original feita pelo seu criador, Alan Moore. 
       
   Wilhelmina Harker, a famosa esposa de Jonathan Harcker que é transformada em uma vampira pelo Conde Drácula (Drácula de Bram Stoker). No livro de Bram Stoker, Mina que fora transformada em vampira, volta ao normal quando Drácula é morto pelo professor Van Helsing. Alan Moore precisava de uma vampira, então A Sra. Harker nunca voltou realmente ao normal, passou a esconder seu novo estado do marido, de quem se separou e logo depois foi recrutada para A Liga. Nas histórias de Moore, ela é imortal.

    Dr. Jekyl/ Hyde (de O Médico e o Monstro) Pro Alan Moore e seu projeto, o animal foi recrutado pelo caçador Allan Quartermain durante o período em que cometia seus crimes na Rua Morgue. O que é feito com esse personagem é muito fiel ao conto original, a luta das duas personalidades existe, mas o Hyde sacana e brutal rouba a cena na HQ.

   O Capitão Nemo (de Vinte Mil Léguas Submarinas) retorna algum tempo depois de suas aventuras nos livros de Júlio Verne. Moore não interfere na cronologia desse personagem, que diz um inimigo do imperialismo e não se importa mais com os problemas que os homens causam na superfície. É um pirata e um cientista, viaja o mundo em seu submarino, Nautilus.









   Allan Quartermain (de As Minas do Rei Salomão, e outros títulos em que é protagonista) é agora um velho deprimido e uma sombra do caçador inglês e aventureiro que era. Recrutado por Mina harker, que agora usa seu nome de solteira, Wilhelmina Murray. Quartermain retoma as atividades e o vigor de caçador, ao passo que descobre-se que também é imortal.




  Hawley Griffin (de O Homem Invisível, de 1897). um cientista que inventa uma fórmula de invisibilidade baseada em ópio. Ele sofre de albinismo, um dos motivos que o teria levado à conceber a poção da invisibilidade. Quando descobre que o processo é irreversível, passa a usar bandagens à fim de ser visto.





Membros como Jimmy(James) Bond e Electro Girl.
     Aproveitando os dois personagens imortais que conseguiu, Alan Moore passou a usar A Vampira e Quartermain como mentores das próximas gerações da equipe. Em histórias que superavam a fantasia dos contos dos personagens que pegava emprestado, todos com base na Inglaterra, como a formação Guerra Fria.






     Sendo arcos de história fechados, só podemos torcer para que Alan Moore pense em lançar algo de novo sobre essa série, e rezar pra que ele não se sinta entediado ao escrever, por que quando isso acontece com ele... Fim de papo.


sexta-feira, 26 de junho de 2015

Além dos cinco sentidos: Demolidor do Netfilx


      Antes de mais nada, deixo claro minha posição ante a série. Sim, eu confesso estar profundamente admirado pelo trabalho da Netflix em sua primeira e incrível tentativa de incorporar um conteúdo que nos diz respeito, em parceria com a Marvel. Gostaria também de deixar claro que não pretendo comparar aqui nenhum filme prévio envolvendo o personagem Matt Murdock. Deixo nas mãos dos leitores o julgamento da qualidade do filme de 2003 em questão.



 CONTÉM (Glutén) SPOILERS!





      Desde sua criação em 1968, o Demolidor é um personagem suburbano, resolve os problemas sozinho usando os punhos e a agilidade. Isso nunca foi mudado e era isso que dava pouca popularidade ao personagem no início de sua carreira. Até que um roteirista chamado Frank Miller pôs as mãos no personagem, e refez suas origens no que basicamente se vê na série.

     
 

      Miller reinventou o conteúdo bruto, sujo e violento, Que por alguma razão é o que chama a atenção. O Demolidor não tem poderes mágicos para banir traficantes nem raios de energia pra pulverizar drogas, ele simplesmente lida com o mundo real, a linha entre o universo Marvel e o nosso mundo. O que não significa que um super herói por definição não apanhe. É necessário torcer por Matt, torcer para que ele vença, porque as chances dele são as suas chances, algo em 50-50.




   

   O figurino na série é modesto, pelo menos na primeira temporada. Um golpe de sorte, já que o Demolidor na origem que é levada em consideração é algo improvisado. Matt Murdock evolui em seu estilo de luta, ele sabe sim brigar, mas quando ele põe as mãos nos bastões que são sua marca registrada, é possível você perceber uma singela melhora no nocaute de inimigos.
       O Demolidor foi o primeiro herói de rua do Universo Marvel, e por herói de rua significa que se você pretende acompanhar a trajetória dele, não vai encontrar batalhas cósmicas ou realidades paralelas. Vai encontrar muitas armas, brigas francas e sujas. Vai se  aproximar da realidade de um vigilante mascarado... uma realidade um pouco cega quando se trata de poderes especiais.


    Tudo está em uma posição decente e não exagera na conjuntura do que é ficção, do que é real e do que faz sentido. É constantemente mencionado no roteiro que não há proteção nenhuma na roupa, que ela não é funcional e que é apenas improvisada. Afinal é o ANO UM, como entendedores gostam de nos lembrar.
   Tão incrível de se notar e que realmente prende a atenção, é como a série consegue ser um gibi. Sem te forçar ler sequer uma HQ do Demolidor... assim:




     É claro que qualquer semelhança entre essas duas cenas, e até nos diálogos delas (Que são idênticas!) não pode ser mera coincidência... O conteúdo é o mesmo, o que muda é a mídia em que está sendo traduzido; Por fim, vamos avançar mais fundo nessa nova empreitada da Marvel/Netflix.


    Sobre o Rei... Muita gente ficou injuriada porque não viu o Wilson Fisk determinado e sempre um passo a frente de todos, o verdadeiro Rei do Crime. Eu sugiro que esse amigo assista o último monólogo do Rei, uma citação bíblica que ele faz preso no camburão da polícia. Ele diz que não é mais o samaritano que ajuda o hebreu assaltado, ele diz que agora se vê como o assaltante que sempre deveria ter sido.

  Logo, Fisk também é um personagem em evolução, ele ascenderá ao posto de Rei assim como Matt ao posto de protetor. Mas é possível sim, enxergar em Vincent D'Onofrio, o peso e a violência, a malícia maquiada por trás da etiqueta. E no fim se descobre que  Wilson Fisk é mais do que aparenta, fala em  mais línguas que o espectador pode perceber. Seu final pode não ter agradado à todos, quebro regras e confesso aqui que não ME agradou, mas talvez essa não será a última vez que vamos vê-lo perder a linha e sair batendo portas de carros, não é...?




   Quanto a caracterização. É quase unânime a semelhança de Charlie Cox com o personagem que nos é descrito nos quadrinhos, até mesmo em personalidade, calmo e centrado, e ao mesmo tempo emotivo e protetor com os amigos, eis Matt Murdock que gostaríamos de ver.



    Falar de Foggy Nelson é falar de um ser apenas, o que se vê na televisão e o que se lê em HQ's é excepcionalmente bem traduzido. Um amigo boa pinta e mulherengo, mas que tem muito apreço por seu parceiro e sócio.


  Karen Page tem seu passado mantido em segredo e seus atos obscuros na série ajudam a criar essa personagem complicada que ela é. Nas HQ`s Karen tem um passado difícil envolvendo desde traficantes até a galera que jura de pé junto que tem prostituição no meio.

    A adaptação de Ben Urich é ótima e passa o jornalista de boas conexões e de grande faro que ele é. Conquista bastante a atenção dos fãs com um carisma muito parecido com o Comissário Gordon do Gary Oldman. Toda via, seu destino na série é um ponto onde eu novamente me junto ao pessoal da bancada hater.




   Temos outro grande momento com a apresentação de Stick, o mentor de Matt. No melhor episódio da série, provado por estatística, mostrando que o Demoliverso é sim, gigante e vale a pena. Esse episódio em questão, que por acaso se chama Stick, faz conexões importantes com o universo cinematográfico Marvel e suas outras séries, é também bastante fiel ao livro de Frank Miller.






    Uma prova de que tudo nessa composição é fiel, é a presença da Night Nurse. A Claire? Aquela enfermeira que ajuda o Matt e costura ele o tempo todo? Ela não está ali à toa. Rosario Dawson deu vida pra essa personagem que faz parte da mitologia dos heróis de rua, é a médica das tropas, como podemos perceber pela série do Demolidor por sí só. Night Nurse também já é uma integrante desse nicho de vigilantes também por sí só e nós vamos voltar a vê-la em outras produções como Luke Cage (quem já namorou) e Punho de Ferro.



    Enfim, o universo de um grande herói urbano está todo aí, vamos torcer para que a Marvel continue a explora-lo bem e que dicotomias como a bem explorada em: Fisk-está-para-Murdock-como-Murdock-está-para-Fisk (Ufa!) continuem sendo um ponto principal no roteiro.

quinta-feira, 25 de junho de 2015

Já fez um boneco vodu?



Quem nunca quis fazer um boneco vodu na vida? Ou pelo menos teve a vontade de aprender como se faz um? Na verdade, causar danos a vida de uma pessoa nunca foi tão fácil (isso pra quem acredita que o vodu funciona de verdade). Eu nunca testei pra poder confirmar para todos vocês, entretanto, tá aí um manualzinho oficial pra quem quiser testar e comentar se deu certo.



Como fazer um boneco:
1. Escolha uma pessoa que você queria causar algum dano.
2. Colete itens dessa pessoa (cabelo, unha, objetos que ela costuma usar). Não soube de nada, mas na minha concepção, quanto mais coisa tiver, melhor será a conexão.
3. Faça um molde de um boneco simples em papel e recorte (ele não pode ser tão pequeno, depende de quantas coisas você pegou da pessoa - volte no item 2).
4. Passe o molde para um pedaço de tecido e recorte frente e costas iguais.
5. Costure as bordas dos dois pedaços, sem juntar a cabeça ainda. Vai formar como se fosse uma sacola com formato de boneco.
6. Coloque todos os itens que você achou dessa pessoa dentro dessa "sacola" que você costurou.
7. Termine de costurar a cabeça do boneco e na cabeça dele adicione o cabelo da pessoa (sim, o cabelo é necessário).

E está feito seu bonequinho vodu!

Como usar o boneco:
Pra quem pensa que é só pegar o alfinete e enfiar no boneco, já começou o processo errado.
Existem lugares específicos e não é qualquer alfinete: os alfinetes precisam ter cor.

As Cores
-Amarelo: sucesso.
-Verde: saúde.
-Roxo: espiritualidade.
-Branco: prazer.
- Azul: amor.
-Vermelho: poder.
-Preto: dor.

É preciso também desenhar símbolos no seu boneco. Então pegue a caneta e comece o trabalho:

Raio: ombro esquerdo. Significado: perigo.
Avião: ombro direito. Significado: viagem.
Coração: no quadril, lado esquerdo. Significado: amor.
4 bolinhas: na perna esquerda, logo abaixo do símbolo coração (começo da coxa). Significado: dinheiro.
Estrela: na região no "joelho" na perna direita. Significado: inspiração.

E é isso! Eu disse que é fácil. 
Lembrando que vodu não serve só pra causar o mal, você pode usar para desejar boas coisas para pessoa ou até mesmo dar para um amigo como um amuleto.
Fico por aqui. Câmbio desligo!

-Miu

A Bat-família que conta.





   Os parceiros sempre foram um fator determinante na vida do Cavaleiro das Trevas. Aliados como Robin e as versões femininas do morcegão, como a Batgirl, foram instrumentos criados no início da carreira do personagem como meio de aliviar o tom pesado das histórias e fazer com que elas passassem pelo selo de censura à violência.


   Além de aproximar os leitores de seu herói principal, a ideia de um parceiro pra quem o protagonista explicaria melhor seus motivos benignos, que as vezes se passavam por duvidosos, era a solução perfeita às críticas contra os métodos usados por Batman nos roteiros.


      Com o tempo e a maturidade crescente nos leitores, e com um empurrãozinho de Frank Miller e seu clássico O Cavaleiro das Trevas Retorna, o peso e a brutalidade voltaram para os gibis, e esses personagens coadjuvantes ganharam uma sub-trama onde foram melhor explorados em diversos aspectos. Um bom exemplo disso é a personagem da filha do Comissário Gordon. Introduzida na década de 60, Barbara Gordon ajudou a trazer a revista para um espaço mais "família" e ainda menos violento. No final das contas, a participação dela na Piada Mortal de Alan Moore contribuiu com força na reconquista de um ambiente mais sombrio nas histórias do Batman.

Batman - A Piada Mortal: O fim da Batgirl


       Outro personagem que vem acompanhando as transformações do Homem-Morcego desde a era de ouro das HQ`s nos anos 50, é o primeiro Robin de Dick Grayson. Foi na revista The New Teen Titans que o roteirista Mav Wolf percebeu que um marmanjo de sunguinha já não cabia como Robin, e que um personagem com mais de trinta anos de existência como aquele tinha sido desenvolvido muito pouco. Por fim, ao completar dezoito anos, como todo homenzinho, Grayson abandonou o uniforme de Robin e adotou seu nome de emancipação, o Asa Noturna.
     Mesmo com todos os outros nomes que passaram pela proteção da capa do morcego durante seus 75 anos de revistas. Tanto Dick Grayson quanto Barbara Gordon merecem destaque por não só terem evoluído juntamente com Bruce Wayne, mas também por poderem ser acompanhados em toda transição para a vida adulta. Barbara, agora paraplégica devido à um tiro que levou do Coringa, se tornou uma hacker brilhante e a informante oficial do Batman, sob o codinome de Oráculo. Dick partiu de Gotham e se estabeleceu como vigilante em Blüdhaven, uma cidade vizinha.

     Tão importantes que são, atualmente alguém que folheia as páginas da cronologia Batman (que não seja dos Novos 52) vai perceber que esses dois personagens, agora dois adultos. São peças chave para a existência de Batman, sendo ele Bruce Wayne ou não, Os filhos mais velhos que mesmo tendo saído de casa, ajudam a resolver os problemas mais graves.

Dick e Barbara, mentores de Terry Mcginnis, um Batman do Futuro.

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Bobba Fett no quadrante

      O caçador de recompensas Mandaloriano que era só um personagem de um curta animado em 1978 e depois um bonequinho lançado como peça extra na coleção de Star Wars - O império contra-ataca, lá em 1980; Viveu muito além do poço de Sarlacc. Bobba não morreu!
    Mas quem é esse cara encostado na parede, quem é esse nanico que capturou Han Solo, que é ótimo estrategista e recurso não-oficial do império galático? Vamos descobrir...


     Logo após o lançamento de Star Wars - Uma nova esperança, que na época era só Star Wars mesmo. Os produtores de George Lucas, e o próprio, já estavam empolgadíssimos com a gigantes recepção positiva e planejavam a continuação. Com o roteiro em andamento, planejavam ter apresentada a escória da galáxia de uma maneira mais próxima do público. E dos diversos mercenários já em mente, um design feito por Joe Johnson foi unânime.

Bobba Fett - 28 de junho de 1978













 "Bobba Fett, ainda estava em desenvolvimento quando surgiu a oportunidade de testa-lo, foi num curta animado de natal. E George aprovou a ideia de imediato, logo teríamos uma ideia de como seria ( a recepção), mas ele (Bobba) já existia em Star Wars a partir dali."
- Ben Burtt, designer de som de Star Wars - O império contra-ataca


       A partir daí, Bobba fez sua primeira aparição no desenho de natal, como vilão, é lógico. E foi muito bem recebido, mesmo com o design e história não finalizadas, mas funcionou muito bem. E no final das contas, o uniforme mais suave permitiu adicionar seu arsenal no filme sem perigo de ser confundido e a pouco informação sobre ele ajudaram a manter uma aura de atração pelo personagem.
     depois disso, estava claro para os roteiristas qual dos personagens mercenários receberia mais tempo de câmera. Mas Bobba Fett ainda ia ser atingido pela maré de sorte que só fez seu ícone crescer, porque a fabricante de brinquedos da sequência de Star Wars queria alguns personagens para distribuir uma leva pré-lançamento do filme, e mais uma vez o caçador de recompensas entrou na jogada.


     Fett estrelou em O Império contra-ataca, interpretado pelo ator Jeremy Bulloch e teve quatro falas. Entre elas: "Ele não me vale nada morto!" e "Coloquem-no no compartimento de carga". Falas mínimas dentre as quais a primeira citada é a mais audível. Valendo a pena lembrar que o nome Bobba Fett não é nem falado no filme, Darth Vader se refere ao personagem em uma fala apenas como "Caçador de recompensas". De qualquer forma, isso só deixou nós, os fãs, ainda mais obcecados por aquele homem misterioso, ainda mais porque ele tinha Han Solo congelado no compartimento de carga de sua nave.

    E aí todo mundo teve uma grande decepção quando viram o grande caçador caindo para morte no Mar das dunas em Tattoine em O Retorno dos Jedi e isso logo após ouvirem seu nome revelado por Han Solo. Enquanto o caçador de recompensas era digerido durante mil anos no estômago da criatura Sarlacc, George Lucas ouvia os gritos, maldições e comentários sobre a própria mãe vindo dos admiradores do falecido. Percebeu que seria um erro jogar fora um personagem tão carismático como esse e com tanto potencial pra expandir o universo Star Wars que ele foi trazido de volta.

     Foi então estabelecido pela equipe criativa do Universo Expandido de Star Wars, resposável por todo o conteúdo extra da franquia, como games, livros e histórias em quadrinhos, que Bobba Fett escapou do poço de Sarllak, atirando e explodindo entranhas afora. Se isso será mantido por J.J Abrams em seu sétimo episódio, Star Wars - O Despertar da força, continua tão silencioso quanto o próprio Bobba.

  

domingo, 21 de junho de 2015

Cyberpunk, um começo - Parte 2

       Em 1984, o ano em que se passava o livro de George Orwell. Um escritor chamado Willliam Gibson resolveu que ia fazer seu livro de ficção cientifica virar um sucesso de um jeito diferente, ele projetou uma história que se passava na Terra, mostrando um avanço da tecnologia com base na informática, que servia realmente como uma ponte com a realidade, usou elementos orientais misturados com o mundo ocidental, era uma ideia de globalização aparecendo. Parte I.


    Gibson ajudou a definir, com seu livro Neuromancer, que é altamente aconselhável pra quem por acaso acompanhe essa página, o que é o nicho cyberpunk. Uma visão pessimista do futuro, onde as corporações capitalistas tomam conta de tudo e todos e a tecnologia foi incorporada ao ser humano, literalmente. 
       No cyberpunk, é regra o protagonista ver o sistema desse mundo de forma diferente, com uma ideia de liberdade diferente, ou ele simplesmente aceita tudo isso, de uma maneira que vai deixar o leitor  acostumado com a realidade banal, de Chima por exemplo, a cidade fictícia de WIlliam Gibson em sua saga.



        Jogos e revistas apareceram pra contar mais sobre essa cultura, se alguém prestar bem atenção na moda e estilo de vida nos anos 80, vai perceber que não importa muito a tribo. As cores, os cortes de cabelo, as batidas, os uniformes e até a violência influenciou e foi muito influenciada pelo Cyberpunk.


      A ideia de futuro que nascia, a partir daí, existiu o conceito de distopia em quase tudo na ficção cientifica, a prova disso fica com filmes como Elysium, que bom ou ruim segue a linha de outros roteiros com a mesma proposta, Agora, não é nem preciso dizer que um bom conteúdo cyberpunk é Blade Runner de Ridley Scott.




   
   Trilha sonora da cultura cyberpunk: https://www.youtube.com/watch?v=JAwo7DPUFUM   






           
        Tudo isso é uma crítica a essa nossa sociedade, e isso se instalou  trinta anos atrás. Têm gente que diz que toda essa tendencia já morreu. Será mesmo? William Gibson disse que o homem ia usar a tecnologia pra tudo, desde se relacionar até os últimos níveis de sobrevivência. E por isso muitos seriam alheios, pessoas idiotas mesmo. Disse que a guerra seria por necessidades básicas também, depois que o mundo ia virar um lugar super intolerante. Eu não sei você que talvez possa estar lendo isso. mas eu não vejo muita diferença daquela ficção pra essa nossa realidade.


sábado, 20 de junho de 2015

Cyberpunk, um começo

   Pra começar a entender o universo cyberpunk. é preciso voltar bem mais que a década de 80, pelo menos mais 30 anos. O que se tinha em 1950 que pudesse servir de base pruma cultura tão crítica e bruta? Tinha George Orwell e sua obra 1984, complementado pelas revistinhas de fiction thrill.

    A ficção científica já existia no ramo literário, como nos livros de Júlio Verne e em contos como As Viagens de Gulliver ou os da Rue Morgue, havia também Frankenstein, que representava uma ficção mais "grosseira". Até que apareceu o escritor George Orwell e sua síntese de um mundo pós-apocalíptico, em sua sociedade distópica maquiada como ordem, e as máquinas avançadas que eram usadas contra a população, para espiona-la. O conceito de Big Brother, aquele que vigia, que observa e repreende violentamente. O livro é de 1948, mas seu título é 1984, visando um futuro deturpado, era um gostinho simples do que estava por vir.




       Mas antes que a distopia inspirada em 1984 fosse ainda mais distópica, ela passou pelo colorido dos anos 60. E pelas páginas de revistas como a Thrilling Wonder, ou os filmes Time Travellers e Time Barrier. Resumindo a cultura de ficção dessa época: Se a humanidade não explorava a fronteira final do espaço, acabava em uma utopia de surreal como a dos Jetsons ou vivendo embaixo da Terra se escondendo de mutantes que dominaram o mundo.

   
   O tempo passou e Hollywood continuou alimentando o monstrinho da ficção científica, vieram Star Wars, os filmes de Star Trek e Alien. E a imaginação continuou levando o homem pro espaço, tirando o pé do chão pra pensar em brigas com outros seres e esquecendo que os seres humanos adoram brigar entra sí.
     Foi só no começo da década de 80, quando os computadores começaram a engatinhar, bem tímidos, pro conceito atual. Que pararam de imaginar o que um computador poderia fazer e passaram a pensar no que ele fazia. Quando a ficha caiu, o lugar mais interessante pra explorar, voltou a ser a Terra, repaginada com o avanço tecnológico real e não a tecnologia boboca do futuro sessentista.
     E é possível adivinhar até com o que o mundo da guerra-fria começava a se parecer com a paranoia de vigilância e tecnologias secretas, com segredos de estado e ditaduras. George Orwell se revirou no caixão.
     

      Surge o ciberespaço.

Parte II - Clique aqui

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