segunda-feira, 7 de março de 2016

Acabou a palhaçada nos quadrinhos


        Na história dos quadrinhos, existem a Era de Ouro, a Era de Prata e a Era de Bronze. As histórias você talvez já possa adivinhar. A censura de ferro não permitia a mínima profundidade.
        Depois de sessenta anos de muita luta e o auxílio dos anos 90, os quadrinhos atingiram um patamar que viabilizou a Era de Sangue das HQs. Esse tempo teve vários padrinhos, Frank MillerJeph Loeb e Alan Moore principalmente.
         Mas calma, o nome Era de Sangue, ou Era Sombria, não significa que a parada virou um filme do Tarantino, com sangue o tempo inteiro.







     Pra ilustrar melhor, vamos ao enxerto abaixo, da participação do Justiceiro na Guerra Civil:

Justiceiro: "Você sabia exatamente com quem e pelo quê estava negociando, você precisava de alguém pra fazer o trabalho sujo quando a hora chegasse. Então quando chegou a hora, eu fiz."

Capitão América: "Feche a boca, soldado. Feche-a ou eu fecho pra você."
    O que o diálogo transmite é o conceito do Dark Reign, o momento histórico em que o realismo cruza a linha da fantasia. No momento em que os vilões não reconhecem mais limites, em que as consequências de atos super humanos são severas, aonde o alarde para o extraordinário é o inimigo. Existem linhas que super-heróis, por lei natural, não podem cruzar. Bom, pelo menos alguns deles não.
     Falando em Dark Reign, a mega-saga marvete que encorajou ainda mais o movimento. O melhor exmplo que temos são os Dark Avengers de Norman Osborn, que depois de uma (mais uma) invasão Skrull à Terra, chega a conclusão de que super heróis e seus métodos morais são ineficazes. 

       Osborn recruta seus Vingadores Sombrios e realiza um feito que gerou simpatia nos fãs, sua equipe "pé na porta e soco na cara" era perfeita e atendia as expectativa. Rocha Lunar, dos Thunderbolts (como Miss Marvel), Mercenário (como Gavião Arqueiro), o filho de Logan, Daken (como Wolverine), Sentinela, que é virtualmente um deus, e Venom (Animalesco e canibal). E Norman com sua nova identidade, o Patriota de Ferro (Original).


      Agora repare bem, a formação do grupo com nomes fortes e violentos. Ninguém ali pensa duas vezes antes de matar, e como isso foi tão bem aceito pelos fãs? A resposta está no final dos anos 80 e início de 90. As pessoas já não aguentavam mais a formula "bom moço, escoteiro exemplar"das grandes equipes. Liga da Justiça, X-men, Vingadores. Como válvula de escape, as editoras agraciaram os leitores com a violência e as medidas drásticas dos personagens mais casca-grossa.


        Olha bem pro Deadpool (eu sei que não precisa pedir) antes da loucura e da quebra de 16 paredes (Referência), A sátira do Deadpool era, e é até hoje, as medidas que ele toma para eliminar o problema. Sem prisão, sem reforma de antagonista. Quando um lunático explode uma bomba nuclear numa escola, ele não terá perdão.
            Nos arcos de Injustice, o Morcego lidera seu time contra o Superman tirano, a pegada é bem pesada e as consequências são realistas, interessantes de serem analisadas. Os diálogos mostram melhor a carga pesada que a DC dá, muito bem, aos seus quadrinhos. A editora finalmente desce seus "deuses"ao nível do homem. E o Batman ao nível do homem também.

Mulher-Gato: "Você quer que todos pensem que você é essa coisa invulnerável, infalível, mas eu sei que não é verdade. Eu vi suas cicatrizes. Que inferno, eu te ouvi roncando."
         Em outro âmbito, alguns heróis já nasceram na violência. Da violência. O próprio Justiceiro. O Arqueiro Verde também, sempre houve aqueles que desafiaram a regra e polemizaram. 

          Se você não está mais afim de ver robôs serem despedaçados por causa de alguma censura com sangue. Então, seus problemas acabaram; Alguns dos gibis mais interessantes pra se procurar nesse contexto: X-Force e Capuz Vermelho e os Fora da Lei.

sexta-feira, 4 de março de 2016

Batman V Superman - God VS Man


      A maior batalha de gladiadores. Os melhores do mundo, antes que o filme seja lançado e nós possamos nos deleitar com filmagens incríveis da batalha entre os dois maiores ícones da DC Comics, é necessário analisar uma amostra desse conteúdo, daí o trailer.

      Deixando claro que não haverão críticas aqui, já que até o momento ninguém além de alguns críticos da Warner viram o filme,  e que o trailer em questão é o trailer final, logo as outras imagens vinculadas você encontra nos outros trailers.



        Começando pela Treta do Século, como está sendo chamada (e com razão) pelos fãs. O filme anda recebendo duríssimas críticas dos apreciadores mais fervorosos desse estilo de vida/filme. Pelo jeito vão todos quebrar a cara, a pré-venda de B.V.S já ultrapassou os Dinossauros de Spielberg e está à anos-luz de A Era de Ultron. O trailer mostra que o diretor Zack Snyder continua fiel em suas adaptações de Quadrinhos, como fez com 300 e Watchmen, se as adaptações são boas ou não, não ccabe a essa matéria julgar.

       A consagrada batalha descrita por Frank Miller ganha uma palinha, mostrando que O Batman não vai ficar pra trás na sua vez de esmurrar o Azulão. O Homem de Aço continua ameaçador e marrento, parece que os tempos de escoteiro acabaram.


       O último trailer deixa de fora Doomsday, apesar da recepção negativa do antagonista de Computação Gráfica, algumas fontes não muito confiáveis, de dentro do estúdio, teriam apontado que essa não é a versão final do personagem, que deve crescer sua característica carapaça de ossos ao longo da batalha. Muito parecido com o Troll de o O Senhor dos Anéis - A Sociedade do Anel, o Apocalipse da DC não parece ter rendido uma boa primeira impressão do público em geral, resta saber se, como a pré-venda do filme aponta, ele irá se redimir aos olhos da galera.


    O uniforme do falecido Robin não voltou ao trailer também, com a iminência de uma versão estendida do diretor, algum flash back contendo o menino-prodígio pode ficar guardado pro Blu-ray ou DVD. O que vem deixando a galera muito apreensiva com o fato da existência desse Robin, é que não sabemos nada sobre ele, qual dos três? Dick, Jason ou Tim? O Coringa o matou há anos. Por que? Qual a grande influência disso no plot se não aquela que todos imaginam? Que o Morcego largou o manto por trauma. Será mesmo que foi por isso?

       E quanto a Mulher Maravilha? Dando um show de apresentação e emanando uma aura forte de poder e fodelice. Diana Prince já conquistou boa parte da audiência em sua estréia sensacional. Realmente parece estar apta para enfrentar Doomsday. Apesar de magra, Gal Gadot agradou e representou em boa forma a primeira impressão da Amazona, será interessante ver qual será a frequência dela na história até o ponto onde os apostadores nos juram que ela roubará a cena, no ato final do filme.


      Lex Luthor controverso, uma Lois nua na banheira no trailer. Fatos que só o desenrolar da trama nos esclarecerão. mas algo é inegável. Sim, meu amigo. isso já é Possível!






quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Demolidor - finalmente está chegando


     Mais um Trailer de Demolidor... Sim, mais um post sobre isso... só que desta vez é material visual de qualidade com motivações de personagens. Abaixo o trailer, e abaixo comentários sobre o mesmo.


   Depois desse trailer maravilhoso, vamos aos comentários. Fatos e referências sobre o pouco de material que a Netflix liberou.

  • O raio X que Karen Page segura aos 1:21min. é uma referência ao famoso símbolo no peito do Justiceiro.

  • Com certeza veremos um Frank Castle paranóico ao extremo, sendo que a morte de sua família não terá relação com Wilson Fisk.

  • Portanto, Vincent D'Onofrio não voltará, de fato a série...ainda.

  • A filosofia de Castle irá contrastar incrivelmente bem com a ideologia de Matt Murdock, agora bem estabelecida.



  • Matt irá sofrer. E muito; Seu uniforme sofrerá sérios danos, tanto que sua máscara será destroçada e vai ser retalhada de volta.

  • É possível traçar singelas mudanças nos poucos frames em que o traje 2.0 do Demolidor aparece. Quer ver? você pode pausar o vídeo em 1:53min.


  • Matt conhece Elektra, o que significa que a referência da jovem grega na primeira temporada é de fato, a ninja.

  • Veremos mais porradaria estilo "corredor", é óbvio, mas parece que o Demolidor está mais focado no combate e menos animalesco, talvez seja a experiência aflorando...ou ele só levou um tiro, mesmo.

Opa...mas, o quê é isso? uma arte conceitual vazada da Elektra em trajes de combate? Publicada pelo site Screencrush.


       



       Um último teaser (acima) foi lançado, e está deixando os fãs mais acalorados malucos. Agora me diga, qual a semelhança entre esses dois conteúdos, do trailer e do gibi:

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Uncharted 4 - Forme sua teoria

       O ano já passou e você ainda tá esperando Uncharted 4, né? Toca aqui, eu também... Enfim, enquanto a Naughty Dog altera a data de lançamento de novo porque um programador teve dor de barriga, vamos assistir uma breve passagem do prólogo da história. Seguido de um pequeno clip. (Pensando em vocês eu deixei a legenda ligada no vídeo).



          E agora, o segundo clip... dá uma olhada e veja se você consegue fazer a sua própria teoria infalível sobre o plot do jogo.




     Parece que a Naugthy Dog, diferente de outras desenvolvedoras, preferem realmente guardar o jogo produzido até que a última ranhura do chão esteja com a textura certa. Com certeza esse jogo valerá a pena, mesmo que esse seja, segundo a Naugthy Dog; o último Uncharted. Pelo menos com Nate Drake no papel principal.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Coisas da guerra que sairiam fácil das páginas de uma HQ

     Os HQ's nos anos de 1940 esbanjavam nacionalismo, praticamente vomitando o amor pela pátria. No Brasil, obviamente, isso era bem mais fraco porque a indústria das HQs era QUASE inexistente, mas isso é outra história. 

    Durante a Segunda Guerra Mundial os quadrinhos que conhecemos, ou seja, quadrinhos norte-americano. Eram basicamente manifestações nacionalistas. Surgiu então o Capitão América, lutando contra os nazistas em qualquer fronte que a coisa apertasse. Sua primeira edição. Um soco na cara bolachuda do Adolf Hitler. Era através dos gibis que a guerra tomava um tom mais fantástico, infelizmente guerra é guerra e não é bom pra nada. 



          Porém, várias décadas mais tarde, descobrimos que a guerra sangrenta e terrível teve, de fato, um toque extremamente bizarro. Como bizarro, você me pergunta? 


       Um pombo espião. É um ótimo começo para que se entenda até onde as coisas vão, mas isso é até uma curiosidade suave. Um pombo com uma câmera pré-programada que passava acima das linhas inimigas, o primeiro "Drone de Reconhecimento" a traçar a visão das linhas inimigas.

          Nas peripécias do Capitão América nas fortalezas alemãs, os leitores conhecem os Comandos Selvagens e assim o público é aproximado dos soldados em campo. Enquanto que no mundo real, as revistinhas do Capitão que eram enviadas pelo governo aos acampamentos da infantaria dividiam opiniões.
         Alguns achavam aquilo uma falta de respeito com os homens que morreriam em combate, outros encontravam grande alivio e identificação. Nas HQ's os soldados da aliança eram aprisionados em covis secretos, e quando eram soltos não pensavam duas vezes em tomar as armas lasers dos nazistas.
            


      Mas de fato, eles acertaram na metáfora. Porque das botas ao capacete, os alemães eram superiores. As metralhadoras MP40 não engasgavam e a MG42 era conhecida como a "Serra de Hitler", pois fatiava os inimigos ao meio. De fato, os vilões da história estavam muito a frente na parte bélica.

           E que tal uma cena direto das HQ's! Um míssil Doodlebug caindo em um rio na Inglaterra, durante as explosões em Londres. As forças aliadas soltaram propagandas afirmando que os espiões do MI-6 o haviam derrubado. Tudo bem, como? Boa pergunta, mas a foto ainda é impressionante.






  Talvez algo ainda mais interessante? um Troll norueguês fotografado em um voo de reconhecimento, um verdadeiro achado já que fotos antigas são centenas de vezes mais difíceis de se modificar.
    Essa foto foi tirada por um aviador de uma esquadrilha local, na Noruega, enquanto buscava por acampamentos inimigos. Consegue ver o humanoide de uns vinte metros de altura? 



     Outro achado, um foguete em pleno ar. Só pelo design desse troço é fácil fazer uma ligação com as clássicas HQ's do Capitão, talvez até mesmo aquele que ele impede de cair a custo de ficar 70 anos congelado. Difícil até mesmo crer que essa porcaria é real. Infelizmente é.








     O mito do Bombardeiro Stealh surge nessa época. Obviamente isso não é uma fotografia dos aliados. Os "Chucrutes" de fato forneciam bom material para histórias fantásticas. Um herói de Guerra como Steve Rogers não estaria tão distante de acontecer.


      Depois dessas bizarrices, não é tão ruim um cara correndo por aí vestido assim, pelo menos faz uma situação horrível como a guerra parecer um pouco mais clara. Ah, se tivéssemos um Capitão América pra nos ajudar naquele tempo...

sábado, 16 de janeiro de 2016

HQ's para ler - Batman de Jeph Loeb

     Com Jeph Loeb, no roteiro e Tim Sale, na arte, o Cavaleiro das Trevas finalmente tomou a forma que hoje possuí. Vencedores do Prêmio Eisner, maior prêmio da Indústria de Histórias em Quadrinhos, a dupla canalizou o tom soturno, dado por Frank Miller ao Morcego, em um símbolo dinâmico e alternado entre o realista e cru, e o romance fantástico e violento.


       Batman: Ano Um, e por conseguinte, se encantou com a origem suprema do Homem-Morcego, escrita pelo MAGO Miller... Você pode sem problemas fazer a ponte desta origem com as histórias de Loeb e Sale. Mas se isso não aconteceu, eu explico. 


     No novo universo estabelecido por Miller, a lenda do Batman nasce nas bocas da máfia italiana de Gotham City, comandada por Carmine Falcone, é nessa luta suja contra o crime organizado que Batman se alia ao Capitão Jim Gordon e ao Promotor de Justiça Harvey Dent, e é a partir daí que começa a saga da Dupla Loeb/Sale.




  "É um épico polical. Jeph Loeb fez um trabalho incrível, pegando os elementos mais exóticos do Bat-verso e trazendo ao solo do real."

Christopher Nolan, Diretor da trilogia Dark Knight, Prelúdio da Edição Especial de Batman: O Longo Dia das Bruxas - 2006. (Repara que só tem figurão entre as fontes!)


       O Longo Dia das Bruxas é o primeiro ato da nova construção do morcego, ela se constituí da criação de grnades vilões, e a despedida do crime organizado comum, uma curiosidade interessante é que toda a galeira de "super-vilões" é chamada pelos chefes da máfia de "the freaks" ou "Os Esquisitões".

      Ao final desse épico, o misticismo toma conta do mundo que Bruce Wayne cria, lendo esse volume, pode ser percebido toda a inspiração de Nolan para o segundo filme de sua Bat-Trilogia... "Cavaleiro das Trevas". Com Batman se perguntando se tudo aquilo que perdeu, tudo o que sacrificou e as consequências de sua luta contra a Máfia, valeu a pena contra todos os monstros que haviam sido criados.


       Jeph Loeb cria, na mente dos criminosos e na dos leitores, a mística por traz das habilidades do Batman. Apesar de saber sobre os anos e anos de treinamento de Wayne, ainda é possível sentir o arrepio dos bandidos quando um morcegão de 90 quilos caí sobre eles. E é aí que você se pega perguntando "como ele faz isso?"

        Ao passo que Batman deixa de ser uma lenda urbana e passa a ser um verdadeiro fantasma, que atormenta o submundo de Gotham, do mais alto agiota ao mais baixo batedor de carteira. Começa então o próximo passo da disputa de poder em Gotham... contra o Morcego esquisitão, nada melhor que mais esquisitões.






      Seguindo esse início de carreira, Batman conhecerá o menino-prodígio em Batman: Dark Victory, também da dupla. Em um último ato de soberania, a Mafia invade o Asilo Arkham atrás do assassino de seu chefe, o ex-promotor de justiça... Harvey Dent. Agora, Duas-Caras. Mas antes de morrer, a máfia de Gotham dá um em seu último suspiro um presente ao Morcego. Um espelho dele mesmo, que vem na forma do jovem orfão acrobata, Dick Grayson.

      Ao melhor estilo anos 40, Robin é introduzido não só como um ajudante, mas sim um espelho para Bruce Wayne, que quer fazer pelo jovem Richard o que não fizeram por ele. Direcionar sua angústia na perda para algo que realmente faça a diferença.
      Mas o Robin se mostra muito mais que um simples moleque. Inteligente, sagaz e hábil acrobata, o Robin é construído em cima de muita ironia sobre sua concepção original. Ao mostrar o famoso juramento, por exemplo... Loeb e Sale transformam a justificativa branca dada na origem do personagem em uma maneira de livrar a consciência de Bruce e conversar com a criança que restou em Dick.


        E de fato... O Robin sabe sim chutar bundas... Se é que você me entende. De forma que ele desce o cacete em ambos Coringa e Duas-Caras. Ao passo que ele rouba os holofotes de Batman, as nomenclaturas iônicas dadas à dupla e ao personagem surgem naturalmente nos diálogos, de tão bem fluídos que são, em meio a arte sensacional beirando do real ao cômico.


     
      E por fim, Batman e Robin são de fato parceiros, a criança de Bruce conversa com a de Robin, e o homem que o Robin se torna conversa com o Detetive que é Batman. Na melhor química já descrita entre Batman e Robin. A construção deste mundo maravilhoso está completa. No início, Tim Sale não concordou com o projeto Dark Victory, justificando que o Batman não deveria ter parceiro no mundo que ele ajudou a criar, mas o roteiro de Jeph desbaratou seus argumentos, a história leva a apenas um final, de fato, à introdução do garoto-pássaro, e à nova temática das histórias, sombrias e fantásticas, mas ainda de pés no chão.


" A arte (de Tim Sale) é fantasticamente soturna e retrata essa megalópole gótica onde o submundo ameaça engolila, com detalhes impressionantes e escopo notável."
- David Goyer, roteirista da trilogia Nolan, Prelúdio da Edição Especial de Batman: O Longo Dia das Bruxas - 2006.



      Ano Um pavimenta um caminho que pode ou não ser tomado, mas quando seguido, desemboca no conceito final do mundo do Homem-Morcego.
           

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

DEMOLIDOR - De Volta À Lona

   Com a segunda temporada batendo com força na porta da frente, nada melhor do que trazer pro centro do holofote mais um pouco do Homem sem medo. A série que é carro-chefe da Marvel na Netflix volta em meados de março com o segundo ano de Murdock espancando bandidos com sua "batina" vermelho sangue.

      Agora que houve a liberação da data de lançamento, temos também novas Ibagens para averiguar....


                                 "IBAGENS, EU QUERO IBAGENS."

     O trailer que foi liberado ficou muito bom, juntando com a temática do personagem: O trailer mostra momentos chaves da primeira temporada pintados no teto de uma igreja, a Capela Cistina que foi todo o Ano Um ao qual fomos apresentados. Cai bem no personagem, lembrando que Matt Murdock é um católico devoto, o que já foi retratado diversas vezes nos quadrinhos e pelo senhor Frank Miller. Já que o Matt não pode ver o trailer, por razões óbvias, você pode ver Aqui.
       Chegou a hora de especular sobre a trama da segunda temporada, com o pouco que temos, o que significa: Pontas soltas da primeira temporada, imagens e personagens, além de apostar que a série vai continuar tão fiel aos quadrinhos quanto antes, para termos uma boa base.


       
        Agora, daqui pra frente vão ter Spoilers no texto (Não que faça diferença) começando pela ponta solta que a Madame Gao deixa quando some misteriosamente, deixando pra trás sua parte na operação do Fisk... Quando ela diz que "vive num lugar bem mais distante que a china" e especialmente quando ela vence o Demolidor com um só golpe, significa que ela realmente não é "daqui".
         As sacas de heroína de Gao, na série, possuem um símbolo, o símbolo da Serpente de Aço, a arqui-inimiga do Punho de Ferro, um ser místico vindo do Mundo Perdido de Ku'n L'un. A série do Punho de Ferro ainda tá distante no cronograma, e a relação que Gao estabelece com a condição especial da cegueira de seus "empregados" com a cegueira do próprio Matt, dá margem para novos assaltos, o que significa Ninjas do secto da serpente de Aço pra não deixar a trama esfriar.

           
       Ainda nessa linha de pontas soltas, temos os ninjas do Tentáculo, com a morte de um de seus agentes em Hells Kitchen, Nobbu, é possível que a organização volte a dar as caras.

  Se isso acontecer, podemos esperar grandes embates. Além disso, a trama do Tentaculo foi deixada pela metade, com todo o papel de Stick, o mentor de Matt Murdock, e sua missão sendo deixados no ar. O que sabemos é que Matt fará parte de uma guerra um pouco maior no futuro (Vide TEMP. 01 CAP. 07), segundo os planos de seu velho mestre, o que envolve o Tentáculo.
       A partir daí, fica mais especulativo ainda, já que o Tentáculo tem uma grande inimiga, vez ou outra, até mesmo aliada...






    Digamos que, como de praxe, Elektra esteja em um frenesi assustador contra o Tentáculo, seguindo as atividades dos ninjas de vermelho até a Cozinha do Inferno... E por sua vez, que eles estejam rastreando o Demolidor, por vingança. E ele acaba envolvido na confusão. Assim, o arco estaria fechado, encaixando Stick no final para confrontar os sentimentos que Matt sente pela assassina... talvez até mata-la.

     O que não se encaixaria nesse enredo, seria o papel do Justiceiro, que temos de encarar como ponto alto do Ano Dois. Ele faz parte do picadeiro central, e a área dele não é o Tentáculo; quer dizer que a trama do Tentáculo ou cai por terra totalmente ou será mantida em segundo plano enquanto o Justiceiro trava sua zona de guerra na cidade.


   Existe a possibilidade de Frank Castle ser levado ao titulo de protagonista secundário, já que toda a sua origem e personagem agora serão (FINALMENTE) trazidos para a Marvel Studios, mas as fotos provam o contrário... A briga entre os dois vigilantes vai ter sim uma grande relevância no plot. Sem esquecer que qualquer organização criminosa em Hell's Kitchen foi desmanchou-se com a queda de Wilson Fisk. O que significa que a Máfia se reorganizará em torno de um novo cabeça, e pode apostar que Castle está logo atrás.



       O que temos: Justiceiro e Demolidor entrarão em conflito quanto a guarda de Hell's Kitchen e a linha que separa Matt de um assassino como Castle e Elektra, enquanto o Tentáculo o caça. Elektra acaba se aliando ao Demolidor no contra-ataque e no momento decisivo, receberão ajuda do Justiceiro, que trará equilíbrio à balança. Ao final da temporada, Karen estará distante de Matt e muito mais próxima à Foggy, enquanto o advogado cego percebe que, apesar de seu romance com Elektra, não pode ficar com ela.
       Terminando assim o Ano Dois. O segundo ato onde o protagonista termina, como manda o figurino, por baixo da situação. Matt vai se questionar sobre a integridade do Demolidor, sobre a integridade de sua vida pessoal, e até onde ele pode ir sendo só um homem, o que o leva até o padre, novamente.


Isso, é claro, é tudo especulação. Sonhar não paga imposto.